quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jesus de Nazaré


Jesus em seu ministério, sempre pediu aos seus discípulos para que produzam muitos frutos. Depois de ter alertado os seus discípulos dos falsos profetas, o mestre afirma na escrita de Mateus que os frutos nos dirão quem somos. Nós não somos conhecidos como discípulos por aquilo que possuímos como títulos ou conhecimentos, mas por aquilo que nós produzimos: Frutos. Uns abandonam, produzem frutos de derrota. Outros por rebeldia saem dos caminhos ensinados por Cristo. O perigo está na questão de quem segue ou fazem aliança com essas pessoas. Ser discípulo não é posição (status), mas estar ao lado, pagar o preço, ouvir a Jesus, sim. Produzir frutos significa: Ter identidade (Deus sabe quem somos); Fazer a vontade de Deus; Sermos abençoados; Para darmos frutos, precisamos: Ter o dever de fazer a vontade do Pai. Em Mateus 7.21 – agradamos a Deus, quando fazemos sua vontade. Jesus afirma que o Pai é glorificado quando produzimos frutos(João 15.8). Para fazermos a vontade do Pai, devemos permanecer em Jesus, pois por nós mesmos não podemos produzir frutos, precisamos do alimento, dos nutrientes, da água que só é encontrado no Filho de Deus. Morrer para a velha vida. Aquele que pratica a iniquidade será lançado no fogo. Mateus 7. 22 e 23: seremos conhecidos se aquilo que fazemos é verdadeiramente para Deus. Quando nos aproximamos de Deus, começa um processo em nossas vidas de entrega. Esse processo também é conhecido de Poda. Cristo nos aconselha que procuremos pelos frutos da prática cristã nos outros. Também nos exorta que devemos mostrar esse fruto aos outros em nossas próprias vidas. "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mat. 5:16). Cristo não diz: "Assim brilhe também a vossa luz, para que você seja exaltado." É quando os outros veem nossas boas obras que glorificarão nosso Pai que está nos céus. O amor a Deus e ao próximo são como uma moeda de duas faces. Jesus foi ainda mais ousado em afirmar que devemos amar inclusive os nossos inimigos. Um amor não se opõe ao outro, completam-se. Nosso amor a Deus é fonte de serviço ao próximo. Assim como o nosso amor a Deus exige o nosso encontro com Ele, assim também devemos nos fazer próximos do outro. Jesus não se considera um transgressor do Sábado. Muito pelo contrário: Ele coloca a guarda do Sábado em um nível superior. Ele se declara Senhor do Sábado (Marcos 2:27 e 28), diz que o sábado foi feito para o homem e que é lícito (de acordo com a lei) realizar atos de bondade no dia do Sábado (Mateus 12:12). Jesus estava alterando também uma regra existente sobre alimentação, se ele estava considerando puros todos os alimentos e porque havia alimentos até então que tinham sido considerados impuros, e estes só podiam ser as carnes dos animais classificados como imundos, na antiga dispensação, mas que agora foram purificados pela Sua palavra. Não é somente no livro de Mateus que percebemos esses relatos sobre as palavras de Jesus com relação fé, as boas obras, a caridade, os frutos de amor... encontramos também em outros livros do NT esses tipos de relatos: Fé e Obras na Carta de Tiago (Tiago 2:14-26). Este parágrafo é o ponto crucial da epístola e contém declarações que têm dado lugar a infindáveis debates em muitas Igrejas de hoje. Procura ele mostrar a diferença que há entre uma fé viva e ativa, e a que existe apenas no nome. Não há diferença aqui entre o ensino de Tiago e o de Paulo. Jesus no livro de Marcos: “Quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos” (10,44), Paulo segue essa mesma linha de pensamento em seu ministério: “Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas.”(I Co 9:19) “Paulo era ‘livre de todos’, não só no sentido de liberdade financeira, mas também no sentido que ele era livre da servidão dos homens... Mais ainda, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, ele assumiu o papel de escravo, rendendo as suas liberdades e se devotando à causa do evangelismo... Essa auto-escravidão tinha como objetivo estender as fronteiras do Reino e permitir que o maior de número de pessoas possível pudesse compartilhar da benção do Evangelho”. Pedro se assusta com a declaração de Jesus, em relação ao Seu sofrimento, não encontrou em seu pensamento um Messias sofredor. E mais, afirmando que esse sofrimento não era de mérito somente Seu, mas sim também de seus seguidores, como relata mais duas vezes no livro de Marcos. Jesus veio ao mundo para mudar muitos paradigmas relacionados á exclusão de mulheres e crianças, o sofrimento dos pobres, protestando contra o abuso de poder das autoridades e políticos do seu tempo. Com seu sofrimento na Cruz, Jesus foi capaz de renunciar o poder a Ele atribuído, para tornar-se o Messias libertador, sujeito a dor da carne, para cumprir o plano imposto pelo Pai. O mundo ao qual se dirige a pregação de Lucas estava cheio de contrastes econômicos: ricos, pobres, miseráveis, patrões e escravos. Lucas oferece-lhes um exemplo de uma sociedade diferente, onde se vive como irmãos e desaparecem as desigualdades irritantes. Muito mais do que recomendar aos cristãos que sejam generosos com os pobres, A escrita de Lucas propõe que todos partilhem, para que desapareçam as diferenças sociais. O centro da atenção de Lucas, porém, é determinado pela história de Jesus e dos seus movimentos. O cenário de Jerusalém como poder ecomônico e as aldeias de Belém e Nazaré como cidade central e periferia, descrevendo os lugares por onde Jesus passou. Lucas dirigiu o seu evangelho a comunidade do seu tempo, a fim de contar a vida de Jesus (1,1-4) e para exortar e aconselhar sobre a vida cristã. Pela análise dos três primeiros evangelhos do NT, podemos perceber que há uma comparação sim na escrita, com a mesma linha de pensamento, porém, no evangelho de Lucas há muito amor, o escritor aparenta amor e compaixão em seus relatos, com apresentações de fatos detalhados de suas ações, descrevendo perfeitamente a orientação de Jesus. Não há como negar que o NT tem como tema central a vida de Cristo, nascimento, crescimento, ensinamentos, curas,... o que mais dizer sobre Jesus, é claro que por mais que tentemos descrever sua história de vida como 100% Deus e 100% homem, jamais conseguiríamos, pois nós somos meros seres finitos sem total possibilidade de definir a infinitude de Deus. Sejam os livros sinótipos ou Atos, João, ICo, Hebreus..... todos tentam relatar o motivo da encarnação de Cristo, e o seu legado para nós, definindo o dever de todo Cristão á partir do momento em que decide seguir a Cristo.
Sem. Liana Costa

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