terça-feira, 5 de junho de 2012

JESUS E SEU MOVIMENTO, ANDRÉ MYRE


Os cinco primeiros livros do NT relatam a história indispensável e canônica da existência de Cristo, relatando os feitos e ditos da vida de Jesus. Eles não chegam nem perto de serem considerados uma história completa da vida de Jesus, mas sim apresentam a mensagem que Ele veio anunciar. Esses evangelhos foram escritos após a morte de Cristo, particularmente em uma época em que muitos dos que poderiam lembrar-se das coisas que Jesus disse e fez estavam vivos ( Lc 1.1-4). As referências históricas a Jesus Cristo, seus discípulos e os documentos do NT são confirmadas pelas evidências dos escritos judaicos.
Fé é o reconhecimento destas pessoas ou coisas como reais, verdadeiras, genuínas e valiosas, por exemplo, na fé cristã há: a fé em Deus, em Jesus Cristo, na Trindade, na Igreja. O segundo é a fé no sentido de confiança ou dependência. O cristão necessita de ambos os tipos ou aspectos da Fé. Devemos crer em certas coisas com a mente, com o coração e com a alma, e assim viver conforme o que se crê no transcurso da vida diária. Às vezes se compara a fé em Cristo com a sua pesquisa histórica, como se fossem opostos. São coisas diferentes, mas, que sempre permanecem juntas, e que nunca podem estar opostas ou separadas.
Sob a dinastia dos Hasmoneus, as fronteiras do reino eram muito semelhantes às do tempo do Rei Salomão; o regime atingiu consolidação política e a vida judaica começou a crescer. Até que os romanos surgiram como potencia regional, gerando mais impostos e uma insatisfação no povo judeu, e assim o povo só via os cobradores de impostos, sem contato com seus governantes, gerando uma revolta dos desprivilegiados, causando numerosos atos de violências e lideres popular, onde se concentrava a esperança de liberdade. Esse tipo de governo na questão das taxas exigidas provocou uma certa revolta em um Rei popular. Atos 24:5 está escrito: "Verificámos que este homem é uma peste: ele promove conflitos entre os judeus do mundo inteiro e é também um dos cabecilhas da seita dos nazarenos." Esta é a única ocorrência bíblica da expressão "nazarenos" como referência aos seguidores de Jesus de Nazaré. Jesus, o Nazareno falava aramaico, e trabalhava como carpinteiro para sobreviver e ajudar sua mãe e seu irmão, já que possívelmente José já havia falecido. Com aproximadamente 30 anos de idade, Ele foi de encontro á João Batista, que O batizou nas águas do Jordão, para simbolizar a purificação do corpo, e dar exemplo á outrem, sobre a sua decisão de seguir o caminho traçado para Ele apos o Seu jejum de 40 dias no deserto. Segundo o autor, o tema previlegiado da pregação de João era justiça. Justiça sobre o regime injusto da época, e fazendo com que Jesus e seus 12 discípulos anunciem o fim injusto desse regime. Após a morte de João Batista, Jesus volta á Galileia se dirigindo á Cafarnaum, e não Nazaré onde mora sua família carnal.
Sendo assim podemos dizer que: o Reino dos céus é anunciado primeiramente por João Batista e em seguida pelo próprio Jesus (Mateus 3:2 e 4:17). O batismo de João foi o selo ou a resposta dos que obedeciam a sua mensagem de arrependimento. O Senhor Jesus Cristo continuou a mensagem de João Batista, colocando a ênfase em um reino de Deus, sobre o coração do homem. O povo que aguardava este Messias anunciado pelos profetas, descrito no livro de Isaías como o libertador que veio para consolar e transformar todo sistema dos governantes daquela época. E assim ele realizou muitos milagres de cura, restauração, expulsão de demômios, acolhimento dos rejeitados(mulheres e crianças)... Enfim, fez sua crítica social, cultural e espiritual da época, tornando-se popular, oferecendo o alimento espiritual e carnal. Depois desses  fatos, Jesus decide voltar para Jerusalém, e é recebido na cidade como um rei, gerando é claro, um extresse nos governantes, que se sentiram ameaçados pelo poderio que Jesus estava exercendo. No templo em Jerusalém Jesus relembra que o mesmo é um local de culto, e não de compercio. Após esse ato no templo, Jesus partilha a ceia, simbolizando a comunhão no repartir do pão e do vinho e preparando os discípulos para os próximos acontecimentos. Naquela mesma noite, jesus foi preso, condenado pelo próprio povo que o havia exaltado como um rei na entrada triunfal em Jerusalém. E após a sua condenação, veio a sentança. Ele estava sendo condenado á morte de Cruz, e foi consumado, Jesus havia morrido após horas de sofrimento e dor. Seu corpo foi dado á José de Arimatéia, que o enrrolou num lençol e depositou-o num túmulo. Aproximadamente 40 hrs após a morte de Jesus, algumas mulheres foram de encontro ao seu túmulo, e encontraram-no vazio e aberto. E o mesmo ocorreu com Pedro, que voltou para casa admirado com o que tinha acontecido. Desse encontro, segundo o autor, surgiram duas tradições.
As aparições de Jesus foram acompanhadas de manifestações físicas, tais como a voz audível de Jesus, as feridas da crucificação em seu corpo físico, sensações físicas (como o toque) e o fato de alimentar-se em três ocasiões. Falar sobre a ressurreição de Jesus é algo que pode gerar muitos questionamentos para aqueles que não creem que Ele é o filho de Deus e que foi por Ele ressuscitado após morrer na cruz. Para os cristãos em geral não há problemas em crer em tal Doutrina. Paulo afirma na carta escrita à igreja em Corinto que se a ressurreição não fosse verdadeira nossa fé seria vã, sem sentido, sem lógica, infundada, contudo, se Cristo ressuscitou Ele é o Filho de Deus e nossa esperança é real e verdadeira, assim como todas as Suas Palavras e promessas.
"E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé."( I CO 15.14)
Jesus começou seu movimento há cerca de 2mil anos atrás, cumpriu perfeitamente os planos do Pai, e anunciou um fim do sofrimento de acordo com seu tempo, dentro de duas comunidades diferentes: Galiléia e Jerusalém.  Não há relatos precisos sobre as comunidades da Galiléia. É á esses grupos que devemos aos preceitos da fé cristã. Temos mais relatos dos judeus-cristianismo palestino de Jerusalém, do que sobre o da Galiléia. Há também em Jerusalém os judeus-cristãos helenistas, que falavam o dialeto grego, que desenvolveram um cristianismo bem radical, que gera conflitos e a expulsão deles de Jerusalém, mas, esse fato não os silenciou, e como missionários trabalharam em várias cidades com: Samaria, Damasco,... e até Roma onde puderam ir de encontro aos pensamentos de Fílo, um pensador judeus-helenista.
Pouco tempo depois da ressurreição de Jesus, o cristianismo havia nascido, e Paulo o faz crescer. Durante seu ministério, Jesus operou vários milagres, mostrando assim seu poder sobre a doença, a natureza e até mesmo sobre a morte. É importante notar que em nenhum momento Jesus usou seus poderes para benefício próprio. Nem ao ficar quarenta dias em jejum. Sem dúvida alguma, os milagres relatados na Bíblia não representam a totalidade de maravilhas que Jesus realizou durante seus aproximados 3 anos e meio de pregação do Reino de Deus. O apóstolo João relata: "Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (João 20:30-31)

Resenha: Sem. Liana Costa

Um comentário:

  1. a abordagem desse autor é histórico-crítica. cuidado com seus pressupostos e critérios de interpretações. leia o que diz Augustus Nicodemus Lopes sobre esse método exegético

    http://www.mackenzie.br/dilema.html

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