quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os Sinóticos e os Atos dos Apóstolos, Odette Mainville


Nos livros dos profetas do Antigo Testamento há muitas profecias sobre a vinda de Jesus Cristo. Os evangelhos registram o cumprimento dessas profecias. O tema central de toda a Bíblia é o Senhor Jesus, é evidente que o personagem mais importante dos evangelhos é JESUS! Os autores destes evangelhos registraram com detalhes os fatos mais importantes da vida do Messias, Jesus é o personagem mais conhecido e popular das escrituras. Tudo e todos giram em torno Dele. Ainda que os primeiros escritos do novo testamento não tenham sido os três evangelhos (algumas epistolas foram escritas antes), Mateus, Marcos e Lucas são as fontes primárias sobre o estudo da vida de Jesus Cristo. Os evangelhos sinóticos têm por meta apresentar o único Senhor e salvador do mundo. Os discípulos interpretaram a ressurreição como uma prova de que a missão do mestre havia sido aprovada por Deus. A princípio, convencidos de que o fim dos tempos havia chegado e que Jesus voltaria em breve, produziram textos que mostrassem que aquele Jesus crucificado era o messias e que ele havia ressuscitado. Esta iniciativa levou os discípulos a não adaptar cenários conhecidos a situações novas, mas também criá-los com todas as peças. A primeira pregação se concentrou na proclamação do Cristo ressuscitado, tendo que ser ampliada para suprir ás novas necessidades. Trataram de ensinar acerca da fé, escolhendo os relatos do túmulo vazio, das dez virgens e dos discípulos de Emaús. Em segundo, ensinaram acerca do comportamento, e nesse caso os relatos dos pastores, do bom samaritano e do modo de seguir Jesus se encaixam perfeitamente. O relato do túmulo vazio, encontrado nos três evangelhos sinóticos, fundia dois eventos diferentes: a ressurreição de Jesus e, do outro lado, o desaparecimento do corpo, sem necessariamente receber vínculo entre os dois. Somente com o relato do anjo sobre o túmulo vazio, e que os dois eventos se juntam, dando uma visão do milagre. Há relatos, como o das virgens que provavelmente não é contemporâneo de Jesus, sendo escrito por volta do ano 85 e foi último pois a comunidade primitiva já começava a duvidar da volta repentina de Jesus. O assunto tratado ali reforçava a necessidade da Igreja aguardar preparada a volta do noivo. O relato dos discípulos no caminho de Emaús, de redação tardia, servia para reanimar a fé vacilante de alguns e ensinar que o lugar de encontro de Jesus era agora, as Escrituras e a Eucaristia. Relato dos pastores em Lucas serve para trazer o personagem Jesus para uma relação com os marginalizados. Pastores, por precisarem lidar no sábado, eram colocados numa lista negra sendo considerados pecadores impuros. O texto da parábola do  bom samaritano serve para dar um ensinamento ético e ainda reeducar acerca da relação com os marginais, para mostrar que podemos ter ao nosso lado pessoas de diferentes crenças, nos ajudando, abolindo os preconceitos raciais. Em Marcos a palavra sobre o modo como se deve seguir a Jesus, fala de cada um tomar sua cruz e seguir o mestre. Esta palavra jamais poderia ser dita por Jesus, antes de sua morte e ressurreição. Esta palavra do evangelho e da fé cristã significa que: perder a própria vida pelo evangelho é equivalente a salvá-la. Após a ressurreição de Jesus, acreditava-se que não era necessário, a escrita do nascimento, da vida, os milagres, os sermões, as parábolas, sua morte, ressurreição,... Porque os discípulos acreditavam que Jesus desceria dos céus em breve, mas com o passar dos anos e profecia não se cumprindo, eles perceberam a necessidade de relatar por escrito esses acontecimentos. Não há necessidade alguma de procurarmos fontes hipotéticas para analisar a escrita dos evangelhos sem recorrer a nenhum outro documento além dos próprios evangelhos. Das diversas combinações possíveis entre os três sinóticos, resultam seis esquemas, cada um com seu promotor. Outra hipótese fala de um evangelho primitivo longo e curto que teria dado origem os três sinóticos. Há a hipótese de duas fontes que deram origem participativa direta aos três evangelhos, contendo palavras de Jesus que explicariam as tradições comuns a Mateus e Lucas. A evolução desta teoria informa que os sinóticos tiverem como fonte o livro de Marcos e outra fonte chamada de Q (Quelle). Mateus e Lucas tem a escrita de Marcos e da fonte Q para escrever seus textos. O autor do livro de Lucas que também escreveu o livro de Atos dos Apóstolos. E possivelmente teve a preocupação de dar continuidade ao livro de Lucas, sendo assim, o livro de Atos mostra uma continuidade da ressurreição, através do Espírito sobre nós. Assegurando assim a obra da salvação através da igreja, dando-nos um legado de profetas, já que Jesus havia se tornado o Messias.

Resenha: Sem. Liana Costa

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