Powered By Blogger

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O “Já” e o “Ainda Não”

O mundo está em uma caminhada histórica e contínua, rumo à consumação final. O tempo, denominado pelo profeta, "o grande e terrível dia", é usualmente, intitulado o dia do Senhor, nas Escrituras. O espaço da criação do homem sobre a terra, até o fim de todas as coisas, é o dia dos filhos dos homens; o tempo que está agora passando sobre nós é propriamente nosso dia; quando este acabar, o dia do Senhor plenamente começará com o RD plenamente estabelecido. Mas quem pode dizer por quanto tempo ele continuará? Visto que para "o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia?" (2 Pedro 3.8) E, desta mesma expressão, alguns dos antepassados esboçaram aquela inferência, aquele, que é comumente chamado o dia do julgamento, seria, de fato, mil anos; e parece que eles não foram além da verdade; mais do que isto: provavelmente eles não avançaram para ela. Porque, se nós considerarmos o número de pessoas que serão julgadas, e as ações que serão inquiridas nisto, não parece que mil anos serão suficientes para as transações daquele dia; de maneira que não pode ser improvável abranger diversos mil anos. Mas Deus deverá revelar isto também há seu tempo, somente há seu tempo.

Se o nosso Deus reina eternamente e reinará para sempre, falaremos, “neste sentido, de uma escatologia perfeita, de uma escatologia presente e de uma escatologia futura, bem como de uma escatologia que poderíamos chamar de transcendental, enquanto está se referindo ao agir do Deus eterno dentro, aquém e além de todos os tempos escatológicos” [1]. A escatologia perfeita, para Claus Schwambach, é a irrupção da eternidade para dentro do tempo, da presença da salvação escatológica na pessoa e na obra de Cristo em sua primeira vinda ao Mundo. A escatologia presente é apresentada como o Evangelho que anuncia o perdão, ela manifesta agora, de forma antecipada, o veredito de Deus como Juiz final. A palavra da cruz atualiza tanto o passado como o futuro, dando-nos validade no presente. A escatologia futura tem como conteúdo a esperança cristã da ressurreição, o arrebatamento, a segunda vinda de Cristo, o juízo final, o fim do mundo, a nova criação, céu e inferno, e enfim, a vitória final.“[...] quando ele entregar o reino a Deus, o Pai, quando houver destruído todo domínio, toda autoridade e todo poder. Porque é necessário que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo de seus pés” (1Co 15.24,25)[2].

 

Segundo Mateus 4.17, o “reino de Deus não tem significado estritamente temporal. Ele expressa dinamicidade, atividade e está sempre orientado teocraticamente” [3]:Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”.

                        O grande problema deste ensinamento de Cristo que o RD está perto, é que tem sido quase dois mil anos desde que ele ensinou isso. Assim aparece que não tem sentido real em que o Reino podia ter sido “perto” no momento que ele viveu. Os comentaristas conservadores dizem que a palavra “perto” refere-se ao fato que o Reino foi “imanente,” e isto podia acontecer em qualquer momento. Mas então, não seria uma mensagem excitada. Ostensivamente, o Reino podia vir em qualquer momento de 1.000 (mil) anos, dias, semanas, qualquer período.

                        Alguns teólogos declaram que o Reino estava “perto” porque o Cristo estava lá pessoalmente, mas esta explicação pode ser uma explicação forçada. Cristo não disse que “o Rei” estava perto. Ele disse que “o Reino está perto,” e o que queria dizer aos seus ouvintes que todas as promessas acerca do Reino no AT serão cumpridas.

                        O controle do homem sobre o tempo é restrito e inseguro, a humanidade vive na inquietação acerca do tempo final. Na virada do milênio todo mundo viveu sob o temor pela tensão do que poderia acontecer. Nem a vida Moderna em sua época mais avançada na ciência e na tecnologia, em que o homem se põe no centro do universo exibindo seu domínio sobre a criação, foi capaz de não deixar-se apavorar pela expectativa do fim do mundo. A incerteza quanto ao tempo escatológico apavora tanto os mais ignorantes como os mais intelectuais, tanto os religiosos como os ateus.

                        A monarquia teocrática relacionada na Bíblia não alcançou a legitimidade dentre as dinastias, tendo apenas algumas sinalizações no reinado de Davi e Salomão, evidenciou-se o contraste entre aquilo que era e aquilo que deveria ser, renovando, assim a esperança escatológica.

Logicamente, não se duvida que Deus seja Rei, mas a concretização de sua realeza torna-se objeto de esperança. Em outros termos, a “teocracia” é aguardada no futuro, ela passa a ser escatológica[4].

           

                                Somando Cristo ao Dia do Senhor e o RD, também podemos acrescentar á essas somas o RD estabelecido no mover do ES no Dia de Pentecostes, dando á Era eclesiástica uma grande missão que é proclamar o evangelho de Cristo a todas as nações. Como, porém, se arrependerão se não ouvirem do seu perdão? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Com esse desafio, Pedro fala que devemos esperar e apressar a vinda plena do RD (2 Pe 3.12).

                        Todo cristão tem como desafio, pregar as boas-novas a cada criatura, e fazer discípulos de todas as nações! O cristão tem o grande privilégio e a grande responsabilidade de apressar a segunda vinda de Cristo. Por esse motivo a Igreja deve assumir o compromisso da obediência missionária e cumprir a sua missão de evangelização mundial. Além de anunciar o RD, e revelar os seus mistérios, Jesus incumbiu os seus discípulos de fazerem o mesmo; a igreja primitiva fez isso. O "Já" em Cristo agora e aqui é que determina o "amanhã" com Ele no porvir do além. Em sentido espiritual o Cristão já habita o Céu: "E juntamente com ele (Jesus) nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus".

 



[1] SCHWAMBACH, C. Escatologia. Apostila do Curso Avançado em Teologia e Bíblia. Faculdade Luterana de Teologia do CETEOL, São Bento do Sul, 2001, p.3.
[2] NEUTZLING, I. S. J. O Reino de Deus e os pobres, Loyola, São Paulo, 1986, p.50.
[3] Ibid.
[4] BRAKEMEIER, G. O Reino de Deus e esperança Apocalíptica, p.26.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A PRIMEIRA VINDA DE JESUS CRISTO, A PAROUSIA, COMO ANUNCIO DA CHEGADA DO “REINO DE DEUS”


                        Antes de abordarmos um cumprimento do plano de Deus por meio de Jesus Cristo em sua primeira vinda se faz necessário resgatar brevemente algumas considerações sobre o reino de Deus.

                        A pregação do Reino é o tema central dos evangelhos sinópticos. O Reino de Deus foi uma oferta feita ao povo de Israel, através de Cristo, porém, eles o rejeitaram. No quarto livro do NT, o evangelho de João, o RD representa salvação, vida eterna. Alguns historiadores dizem que o contexto da escrita de João condiz com um período em que os homens estão desacreditados neste mundo.[1]

Nos dias de Jesus, ao longo da história da igreja, o RD tem sido objeto de diferentes entendimentos. Orígenes afirmou que o próprio Jesus era o Reino; alguns entendem que o Reino se refere a um relacionamento apropriado com Deus; outros o têm identificado com a igreja visível ou com uma ordem social transformada; ainda outros têm insistido que Jesus se referia a uma intervenção apocalíptica da parte de Deus.

“Para os homens, a vinda escatológica de Deus significa o juízo e a salvação. Para Deus, ela equivale à manifestação da sua glória, ou de seu Nome e à instauração do seu Reino”.[2]

 

O Reino. Esse é um assunto extremamente complexo. Nos evangelhos sinópticos encontramos o reino político. Israel será restaurado, tendo o Messias como seu cabeça. Mas isso também inclui a idéia do reino entre os homens, porque o Rei estará entre eles. No evangelho de João, porém, o reino é um sinônimo virtual da salvação ou vida eterna, o que significa que esse conceito é ali totalmente espiritualizado. Em Romanos 14.17, o reino é um sinônimo virtual da atual espiritualidade cristã.[3]

 

                       

Em seu livro O Reino de Deus na América (1937), H. Richard Niebuhr demonstrou que o tema do RD dominou o pensamento teológico americano desde o início. Esse conceito teve diferentes sentidos ao longo do tempo, desde a soberania de Deus na época dos puritanos e de Jonathan Edwards, passando pelo Reino de Cristo na época dos avivamentos do século XIX, até o Reino terreno de Deus no liberalismo do início do século XX. Na visão dos liberais o RD é um reino de justiça e amor, já presentes aqui nessa terra, assim, o RD está presente em parte, mas a sua manifestação final permanece uma esperança para o futuro.                    O cristão sabe que o Reino veio num novo sentido em Cristo, que pode manifestar-se em sua própria vida, mas que ainda não veio plenamente. Desse modo, ele vive no mundo presente como um cidadão obediente desse Reino, ao mesmo tempo em que pede a Deus um futuro melhor: “Venha o teu reino”. Em sentido amplo, o Reino é um símbolo da vontade de Deus que pode ser realizada em situações particulares através da obediência e humildade, mas que nunca é plenamente concretizada dentro das fronteiras da história por causa das limitações humanas.

                        O RD trás a mensagem com uma tensão: como Cristo já veio ao mundo, morreu e ressuscitou, há uma dimensão presente do RD. Como Cristo ainda não voltou para pôr fim à realidade presente e instaurar os novos céus e terra, o RD é também futuro.

                        Em Jesus a lógica dualista “do dentro e do fora”, da imanência e da transcendência, do sagrado e do profano, é superada. A experiência da revelação depreendida das narrativas acerca de Jesus permite dizer acerca de Deus que o RD não “vem de fora”, para um receptor parado e distante, “trata-se exatamente do contrário; pois Deus já está sempre dentro, sustentando, promovendo e iluminando”. Nesse sentido a revelação, a experiência de Jesus dá testemunho, consiste em aperceber-se do Deus que como origem fundante está “já dentro”, habitando nosso ser e procurando se manifestar a nós. “Não se poderá dizer: Ei-lo aqui! Ei-lo ali! “Pois eis que o Reino de Deus já está dentro de vós”.[4]

A missão do Cristo é o RD. Um RD que não se retém a nenhum grupo religioso, um RD é sempre excedente, com demandas que não comportam totalmente em si. O legado deixado por Cristo em sua ascensão tornou a Igreja a anunciadora do RD. A Igreja só pode fazer sua missão à luz do ES, com uma eclesiologia pneumatológica e cristológica ao mesmo tempo. A lógica do RD não é a quantidade de grupos, mas o espalhamento da mensagem, não que elas tenham que estar aqui, ou ali, é claro que é bom ficar aqui, unidos, mas pode ocorrer na expansão, na não fidelização. O RD nos contrapõe. O RD veio, e está aqui para nos desafiar a estabelecer relações novas, relação com Deus, relação com o homem, relação com o Cosmo, dando ao homem desumanizado uma chance de reumanização. Muitas Igrejas tentam arrumar liturgicamente o que não conseguem arrumar teologicamente, a Igreja tem que focar e redimensionar os valores reais da fé, deixando de sacrificar o RD no altar dos grandes grupos. O RD não respeita barreira denominacionais, banalizando vidas e pessoas. Os caminhos pelo deserto têm seus significados. O profeta Gentileza é o RD.[5]

 

                                   Em virtude dessa tensão existente no debate sobre o RD, por exemplo, a dimensão presente nesse Reino, o fato de que ele já veio ao Mundo morreu e ressuscitou, e também o fato de que ainda não voltou para o cumprimento pleno do RD, é importante considerarmos a abordagem que as escrituras fazem sobre a primeira vinda de Cristo. primeiramente com João Batista,

                        A abordagem do RD está ligada diretamente á Cristo, pois ele é o proclamador do RD, um RD para todos e em todos, um RD Universal que não necessita de outro mediador que seja o próprio Cristo encarnado, morto, ressuscitado, e hoje Vivo.

                        O texto bíblico descreve claramente a Kênosis[6] do Filho de Deus: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. Filipenses 2.5:8

                        A vinda do Messias já era esperada por muitos, como está descrito no AT, muito se especulou sobre a primeira vinda de Cristo, inclusive profecias davam uma visão ampla de que um profeta viria para preparar o caminho para o Filho de Deus.

 

 



[1] Comentário referente ao texto bíblico de João 3.3-5 – o nascer de novo respondido por Jesus a Nicodemos.
[2] BRAKEMEIER, Gottfried. O Reino de Deus e esperança apocalíptica, p.40.
[3] CHAMPLIN, R. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia, volume II, p.465
 
[4] ROCHA, Alessandro. Experiência e Discernimento, p.252
[5] ROCHA, Alessandro. Aula de pneumatologia na Disciplina de Teologia Sistemática III. 06/06/2012.
[6] Palavra grega que significa «esvaziamento». A teologia aplica o termo ao ato de Cristo, o Filho e Deus: ao tomar-se homem, o que significa que ele se esvaziou de seus atributos e poderes divinos, embora não de sua natureza divina. Exatamente até que ponto ocorreu esse esvaziamento é ponto disputado, como também como Cristo o fez. Todavia, não se pode chegar a uma resposta adequada, porque, ao tocarmos nessa questão, estamos abordando um dos grandes mistérios divinos. CHAMPLIN, enciclopédia de teologia de filosofia, p.764

terça-feira, 23 de outubro de 2012

EM BUSCA DE UMA LIBERDADE ALCANÇADA ATRAVÉS DA PRÁTICA DAS BOAS OBRAS

   
  Mas o que é a liberdade? É ter as mãos livres para fazer mal ao semelhante? Para infamar, para caluniar uma comunidade, uma família? Não! Isso seria o mal estabelecido. A liberdade tem de ser iluminada pelo coração que ama, respeitando-se a Justiça que provém de Deus. Isso é que é moral, justo! Todavia, para que essa concepção possa, na verdade, viver, edificando pessoas, um líder terá que procurar a compreensão do que seja realmente a Lei Divina. Compreensão essa que muitos líderes tentam encontrar, mas infelizmente não conseguem. Lutero em um de seus escritos fala de uma liberdade cristã, liberdade essa partilhada pela fé no Cristo, liberdade essa descrita também por Paulo em sua carta aos Coríntios: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos...” Ser cristão é ser escravo das boas obras, não para seu próprio benefício, mas sim para engrandecimento da obra de Deus, que é o único á ser adorado.  A liberdade de tudo o que escraviza faz com que lideres vivam a liberdade para o exercício da solidariedade e a prática da justiça. É a fé no Cristo que faz um líder receber a graça de poder também produzir frutos de gratidão e se tornar um líder livre e atuante em obras de amor. A vivência da fé na prática do amor como gesto de gratidão, livre e desinteressado, torna-se marca de um modelo de liderança de ser. O ser livre se dá na fé, no servir, no amor.
A liberdade é boa, mas trás com ela a responsabilidade, um modelo de liderança centrado no Cristo nos mostra uma liderança em busca de muitos desafios. Esse líder tem que buscar a sua espiritualidade no mais profundo extremo de Deus, passando por uma experiência única de fé, e consequentemente deixando-se transbordar de amor ao próximo. Visando não somente encher a igreja de “fieis”, encher a igreja de cristãos, mas sim também, encher a mesa dos que necessitam de alimento, dar sustento a quem tem fome, ajudar aos que não tem onde dormir, dar cobertor á quem tem frio,... Os lideres cristãos também podem exercitar a sua cidadania de forma livre sem a tutela eclesiástica, participando de movimentos sociais, entidades, organizações da sociedade civil, partidos políticos, vida parlamentar e administração pública, fazendo um diferencial nessas organizações. Essa mesma liberdade faz com líderes se incluam em grupos, movimentos e comunidades, participando de organismos ecumênicos e organizações inter-denominacionais com o fim de testemunhar em palavras e ações os valores do reino de Deus na sociedade e no mundo, a final, “o que estamos vivendo hoje, são escolhas de ontem, para mudar o amanhã algo deverá ser feito hoje. Não reclamando ou se preocupando do momento desfavorável porque eles viram com certeza, mas buscando o equilíbrio em Deus. Plante boas coisas, jogue sua semente na superfície, pois quando precisar de uma sombra, um alimento, uma flor... poderá encontra-lo”.
Assim, Lutero termina o seu texto sobre a liberdade cristã: “De tudo isso se conclui que um cristão não vive em si mesmo, mas em Cristo e em seu próximo; em Cristo por meio da fé, e no próximo por meio do amor; por meio da fé, ele ascende para Deus; de Deus, ele desce novamente por meio do amor, mas permanece sempre em Deus e no amor divino, conforme Cristo diz em João 1.51: ‘Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem’. Ora, é essa a verdadeira liberdade espiritual cristã que liberta o coração de todos os pecados, leis e mandamentos e que supera qualquer outra liberdade, tal como o céu supera a terra. Que Deus nos permita compreendê-la e conservá-la. Amém.
 Referência: Haroldo Segura C., Além da Utopia, Liderança Servidora e Espiritualidade Cristã
Artigo escrito para conclusão da disciplina Liderança Comunitária, Ms. Clemir Fernandes, do curso de Bacharel em Teologia, FATERJ/2012.1

domingo, 12 de agosto de 2012

Livros Sapienciais e Poéticos

            Um sábio é uma pessoa comum, que possui preocupações diárias.
            Os sábios de Israel referem-se á um grupo diferenciado de pessoas, que vai desde um simples educador até um filósofo ou teólogo, passando-se até por conselheiros da corte, movendo-se por ambientes elevados da sociedade. Podendo se elevar a níveis teóricos, com relação a temáticas como: a origem da natureza, o problema do mal, o sentido da existência e da atividade humana (p.271).
            Mais ao mesmo tempo podemos perceber que não é em bibliotecas com livros teóricos que podemos encontrar respostas para todos os problemas, mas sim na experiência humana, iluminada pela fé, experiência essa, como forma de sabedoria, que é passada de pai pra filho, com o passar dos anos (Pr.5.1).
            O sábio de Israel se funde á partir de experiências vividas através de contatos com povos vizinhos como: egípcios, babilônios e os gregos. Por esse motivo o autor eclesiástico se diz viajar por países estrangeiros provando o bem e o mal dos homens, admitindo uma nova experiência e conhecimento.
            O sábio de Israel é um homem profundamente religioso pois ele acredita que toda a sabedoria vem de Deus. E tem como prova o famoso rei Salomão. Sabedoria essa que vem através da busca intensa de Deus, que irá enchê-lo do espírito de inteligência (Eclo. 39.6).
            O texto Eclesiástico (39. 1-11), relata a importância de um escriba-sábio para a época, pois é através dele que se conservam e se transmitem os escritos bíblicos, como a história e a sabedoria do povo de Deus. E com esse relato podemos observar a evolução da sabedoria dentro do povo de Israel, que pode ser distinguida por Marböck em quatro etapas: humanismo internacional, humanismo salomânico e a sabedoria mais antiga de Israel, a crise da sabedoria em Jó e Eclesiastes, e a unidade da realidade na sabedoria posterior (p.273-283).
            No capítulo XVIII, O livro de Jó, o autor pretende introduzir uma das obras mais apaixonantes da literatura sapiencial. E faz uma entrevista com o autor do livro, onde levanta várias questões como: o problema do mal, o reconhecimento de Jó como pecador, a blasfêmia, os discursos de Deus, o silêncio de Deus, até a recompensa em dobro no final (p.285-295). E logo após faz um desenvolvimento do livro de Jó, como uma forma de estrutura global, que se divide em: introdução e em prosa (c.1-2), Jô e os amigos, Jô, Eliú e Deus (p. 296-299).
            No capítulo XIX, Incursão pela poesia de Israel, segundo o autor merece muita atenção, para podermos nos deliciar com as poesias que muitas vezes se perdem nas traduções, mais é através de sábios e poetas que conseguimos entrar em contato com ela.
            O autor sito poemas breves, como: o cântico de guerra e de vingança de Lamec (Gn.4.23-24), as súplicas de Nm 10.35-36, o Cântico do poço em Nm 21.17-18, etc. Dizendo que há outros poemas mais amplos, e há uma dificuldade de datá-los e situá-los, pois há discordância entre os autores. O autor relata que o único caso que se tem uma unanimidade é o Cântico de Débora (Jz 5), que se relaciona com as bênçãos de Jacó (Gn 49), o canto de Míriam (Ex 15-21), os Oráculos de Balaão (Nm 23.7-10, 18-24; 34.3-9; 15-24), e alguns Salmos (29, 68 e 104).
            Não como falar de poesia mais antiga de Israel sem citar o primeiro grande poeta, o rei Davi, um homem que a bíblia relata suas qualidades poéticas e musicais (ISm 16-15s), e autor de vários capítulos do Livro de Salmos.
            O autor dá um grande salto para As Lamentações, a queda de Jerusalém, o desaparecimento da monarquia, o incêndio do templo e suas muralhas, o exílio, como forma de acontecimentos trágicos. O livro das Lamentações é o que mais retrata a profunda tristeza da época. Livro atribuído ao profeta Jeremias, mais seu conteúdo e forma literária não confirmam essa informação, discutindo-se também o lugar da composição, e sua data. O autor faz uma análise das estrofes do livro baseando-se nas 22 letras do alfabeto (p.303).
            Em Os Salmos, há uma composição poética mais famosa de Israel. E é até hoje expressada em nossas vidas, através de canções atuais, orações á Deus. E o autor diz que nós usamos de uma forma monotonamente e quase sem sentido, em todas as nossas liturgias.
            A palavra Salmos vem do grego psalmos, traduzido para o hebraico mizmor, que quer dizer “canto”. Muitos capítulos dos Salmos têm notas introdutórias, falando do autor, a ocasião, o gênero literário, dando também indicações musicais para seu uso. Há as divisões do Saltério: Saltério de Davi, Saltério Eloísta, que o autor detalha e coloca seus respectivos endereços (p.305).
            Os gêneros literários são três: os hinos, as lamentações e súplicas, ação de graças.
            O autor fez uma análise detalhada do que seriam os livros sapienciais e poéticos. Deixando-me ainda mais apaixonada pelos estudos teológicos. Afinal eles fazem e farão parte da minha vida, do meu ministério.
Por Sem. Liana Costa

Resumo das p. 266-307, Introdução ao A.T., de José Luis Sicre.               Ciências Bíblicas I do curso de Bacharel em Teologia. Prof. Ms.Marcio Simão de Vasconcellos FATERJ 2011.1

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

“JESUS PERDOA O PECADO DE UM PARALÍTICO” Lucas 5: 17-26


INTRODUÇÃO

               Em uma cidade do sul do Brasil, havia um casal que casara-se recentemente.Chamavam-se Lilian e Moisés. Pouco tempo depois, Lilian ficou grávida, dando a luz a Ana. Com o passar dos anos, notaram que Aninha era diferente.  Quando a levaram ao médico puderam descobrir que Aninha era portadora de Paralisia cerebral, e devido a essa enfermidade tinha muita dificuldade para andar. E em pouco tempo, só se locomovia com cadeira de rodas, apesar de todo o tratamento que passou a receber para sua reabilitação. Mas mesmo assim, com toda a dificuldade, seus pais não a abandonaram.

 F.L: Na lição bíblica de hoje, nós vamos estudar a história de um homem que também tinha um grave problema, ele era paralítico, e por isso também precisava da ajuda das pessoas.

Andamento


1. Jesus estava ensinando em uma casa em Cafarnaum (Vs 17);

2. E a virtude do senhor estava com ele para curar (Vs 17)

3. Fariseus e Mestres da Lei ouviam Jesus (Vs 17)

4. Alguns homens trouxeram um paralítico em uma cama (Vs 18)

 F.L: Seu coração deveria estar muito triste, pois ninguém poderia curá-lo. Nosso coração também fica muito triste por causa do nosso pecado.

PROBLEMA: Pecado crianças, é tudo aquilo que nós fazemos, falamos, ou pensamos que não agrada a Deus. Ex: Falar palavrão..., na bíblia, está escrito que todos pecaram e carecem da glória de Deus ( Rm 3:23) .Isso significa que já nascemos pecadores, e por isso somos separados de Deus, e devemos ser castigados, e isso é muito triste.

 F.L: É, realmente o coração do paralítico deveria estar muito triste com aquela situação.

 5. Eles procuram fazê-lo entrar e colocá-lo diante de Jesus (Vs 18);

6. Havia uma grande multidão (Vs 19);

7. E não achando por onde entrar, subiram o paralítico ao eirado (Vs 19);

ENSINO: Deve ter sido muito difícil carregar aquele paralítico, com cama e tudo, mas seus amigos nem pensaram na dificuldade, e no peso que iriam carregar, pois seus amigos só pensaram em ajudar aquele paralítico. Eu quero incentivar a você criança, a ajudar também um amigo, orando por ele, dizendo para ele que só existe um salvador e amigo em quem podemos confiar. Você deve mostrar o amor que Deus tem por você a um amigo.

 8. E baixaram a cama até o meio do lugar onde Jesus se encontrava (Vs 19);

9. Jesus percebendo sua fé, perdoou todos os seus pecados (Vs 20)

 F.L: Jesus amava aquele paralítico
 O AMOR DE DEUS: Jesus ama você também, Jesus é o perfeito filho de Deus. Vocês sabem quem é Deus?

Na bíblia, em João 3:16, está escrito. Por que Deus amou o mundo... Deus também ama muito você, cada criança seja de qualquer idade, cor de olhos... Deus ama você de qualquer maneira. E porque ele te ama ele te criou, te fez, fez a seus pais. Ele criou o mundo e tudo mo que nele há, o sol, a lua, as estrelas... Deus é perfeito, santo, e ele mora lá no céu.

 F.L: Como Jesus te ama, ele também amava aquele paralítico, e por isso mostrou todo o seu amor, purificando-o de todo o pecado.

10. Os escribas e fariseus ficaram arrazoando, quanto ao perdão que Jesus deu para o paralítico, e acusaram Jesus de blasfêmia. (Vs 21).

11. Mas Jesus, que conhece seus pensamentos, questionou-os (Vs 22);

12.  E disse que o filho do homem tem poder sobre a Terra para perdoar pecados ( Vs 24);

13. Então disse Jesus: Levanta-te e anda (Vs 24);

 F.L: Jesus estava ali para satisfazer a necessidade daquele paralítico. Ele também veio ao mundo para satisfazer as suas necessidades.

SOLUÇAO: Jesus veio ao mundo para nos purificar de todos os nossos pecados. Ele nasceu como bebê, cresceu, se tornou homem, mas um homem diferente, porque ele é o perfeito filho de Deus, sem pecado. Ele veio ao mundo para tomar o nosso castigo. Na bíblia está escrito que sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb 9:22b). Jesus derramou todo o seu sangue lá na cruz para nos salvar. Mas ele não ficou morto. Ao terceiro dia ele ressuscitou, e mora lá no céu com Deus.

F.L: Jesus naquele momento mostrou que ele tinha poder também para curar aquele paralítico.

14. O paralítico levantou, tomou sua cama e foi para casa (Vs 25);

Clímax

           Jesus realmente curou aquele homem, e perdoou os seus pecados. Imaginem, ele levantou, e estava andando, pois tinha sido perdoado dos seus pecados.

 Conclusão


            E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus (Vs 26);

 F.L: Nesse momento eu quero convidar a você criança, se identificou com a necessidade do paralítico e também tem uma necessidade de ter os seus pecados perdoados

 Apelo
 
 Jesus Cristo o perfeito filho de Deus, veio ao mundo para satisfazer as nossas necessidades, Jesus, que nasceu, e morreu na cruz, pelos nossos pecados, e que ao terceiro dia ressuscitou. Ele quer que você o receba em seu coração. Na bíblia está escrito em João 1:12, Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem chamados filhos de deus, a saber nos que creram no seu nome.

           Se você acredita. Você vai baixar a sua cabeça neste momento e vai fechar os olhos.

           Você criança, já ouviu falar de Jesus Cristo, mas nunca se sentiu tocado e hoje acredita que Jesus é o seu salvador, deixe ele entrar no seu coração. Faça isso agora? A tia vai te ajudar a dizer pra Jesus que você o recebe, e quer se tornar amigo de Deus. Eu vou orar e vocês vão repetir: Senhor Jesus, eu o recebo agora como meu salvador, me purifique de todo o pecado. Eu acredito que o Senhor morreu na cruz por mim. Amém.

           Se você fez essa oração, venha comigo para aquela sala, que eu irei fazer algumas perguntas. Para mostrar o que você pode fazer agora, se tornando filho de Deus.

 Desafio: Eu quero encorajar você criança que creu em Jesus, a passar esse amor para outra criança. Eu vou lhe dar um folheto e você vai entregá-lo para algum colega da escola ou da rua.

HISTÓRIA DAS FITAS(INFANTIL)LIVRO SEM PALAVRAS!

Base Bíblica: II Timóteo 3:15
Para ilustrar a vida de três pessoas, você deve adquirir as seguintes fitas de 5 cm de largura.
240 cm de fita preta
50 cm de fita vermelha
40 cm de fita branca
100 cm de fita verde
40 cm de fita amarela
  • A vida de Jorge é ilustrada com uma fita preta de 150 cm.
  • Para a vida de João tenha uma fita unindo as seguintes cores: 70 cm de preto, 30 cm de vermelha,  20cm de branca, 20 cm de verde e 20 cm de amarela.
  • A vida de Paulinho é ilustrada com uma fita composta das seguintes cores: 20 cm de preta, 20 cm de vermelha, 20 cm de branca, 80 cm de verde e 20 de amarela.
 Enrole cada fita de maneira que a cor preta fique para o lado de fora. Não mostre as crianças no início do culto. Ao contar a ilustração, segure a fita enrolada, uma de cada vez de acordo com a vida que vai descrevendo, na mão esquerda. Com a mão direita, vá puxando e desenrolando a fita, mostrando as cores de acordo com os acontecimentos.
Introdução: Alguma vez vocês já ouviram alguma fita falar? Não? Pois hoje eu vou mostrar pra vocês algumas fitas coloridas que vão nos contar a vida de três pessoas: o Sr. Jorge, o Sr. João e o Paulinho.
 Primeiro vou falar do Sr. Jorge.
Desde pequeno o Jorge foi um menino muito perverso, muito mal. (Comece a desenrolar e a mostrar a fita preta, e continue mostrando pedaço a pedaço enquanto conta sobre Jorge).  Ele maltratava os animais, desobedecia aos pais, fugia das aulas, quebrava vidraças e batia nos colegas. E à medida que o tempo passava, a semente do pecado ia criando raízes profundas no seu coração. Quando ficou moço, continuou no pecado: fumava, jogava, dançava e se embriagava. Sua vida era negra como esta fita. Para ele esta vida parecia muito boa.  Fazia o que queria sem dar satisfação a ninguém. Quando se casou, coitada da mulher, apanhou dele muitas vezes, Jorge  constantemente chegava bêbado em casa. Na rua xingava as crianças e dizia palavrões. Sr. Jorge não temia a Deus e nem respeitava ninguém.  Mas um dia... Houve um desastre de automóvel e Jorge morreu (jogar a fita no chão). Para onde vocês acham que ele foi? Isso mesmo para o inferno. A Bíblia diz que “os perversos serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus...” (Salmos 9:17) Que coisa triste.
 Agora vejamos outra vida, a do Sr. João. Ele não foi um menino tão mal como o Jorge, mas também foi pecador. (Vá mostrando a fita preta). Às vezes mentia, desobedecia a sua mãe e outras coisas mais. A mãe sempre dizia que Joãozinho era um menino muito bom, e de fato era educado e simpático. O menino João freqüentava a escola bíblica dominical, mas ninguém explicou que ele era pecador. Foi crescendo sem ter recebido a Jesus como Salvador. Como jovem João se afastou da igreja e passou a  andar em más companhias.  Casou-se com uma mossa incrédula. Ele era contador e ia bem nos negócios. Muitas vezes sonegava impostos, e às vezes tomava coquetel com os amigos do trabalho. Quando estava chegando à meia idade, o Sr. João sentiu uma forte dor no peito. Consultando um médico verificou que sofria do coração e que poderia a qualquer instante sofrer um infarto. Com isso ele ficou muito preocupado pois no fundo do coração, bem sabia que não estava em condições de se encontrar com Deus. (Passe a mostrar a fita vermelha). Foi nessa época que caiu em sua mão um folheto que mostrava o caminho da salvação. Ele estava realmente arrependido dos seus pecados, e entendendo que Cristo morreu em seu lugar para salvá-lo e que somente o seu sangue poderia purificar seu coração, confiou no Senhor aceitando a Jesus como seu Salvador pessoal. Jesus veio para o seu coração (mostrar a fita branca) perdoando o seu pecado e dando-lhe nova vida, a vida eterna. (mostre a fita verde).  Agora tudo se transformou para o Sr. João. Sua maior preocupação era servir ao Senhor e agradá-lo em tudo. Infelizmente teve pouco tempo, pois dentro de poucos anos morreu de enfarte como os médicos previram. Quando morreu foi para ...o céu (puxar a fita amarela) O lugar que Jesus tem preparado para aqueles que o recebem como Salvador. (Coloque a fita em cima da mesa).
Agora vamos ver o que as fitas nos contam a respeito de Paulinho. Ele também foi um menino simpático, mas como todos, também fazia coisas erradas. (puxar fita preta). (Falar em voz alta  Romanos 3:23). Ás vezes sua mãe se desesperava com as peraltices do filho. Um dia Paulinho ao brincar na rua, ouviu uma música suave. Descobriu que estavam realizando uma classe de Boas Novas no quintal da casa vizinha. Então resolveu assisti-la junto com outras crianças e gostou muito. Quando a professora disse que todos somos pecadores, Paulinho reconheceu que ele também fazia parte daquilo. Ficou muito alegre ao ouvir que Cristo morreu (puxar fita vermelha) a fim de poder nos levar para o céu. Prontamente o menino abriu o seu coração para Jesus entrar (puxar fita branca), e assim começou uma nova vida para ele (puxar fita verde). A professora o convidou para assistir a Escola Bíblica Dominical no próximo domingo, ele foi e gostou. Logo Pulinho começou a dar testemunho em casa. Sua mãe resolveu acompanhá-lo a igreja Logo sua mãe e sua irmãzinha tornaram-se crentes,  e finalmente seu pai também aceitou a Jesus. Paulinho ganhou vários amiguinhos da escola para Cristo também. Ao ir crescendo sentiu-se chamado para ser pastor, preparou-se para o ministério e serviu ao Senhor durante muitos anos, ganhando muitas almas para Cristo, influenciando muitas vidas, levando as pessoas ao caminho certo. Chegou, afinal, o dia dele partir desse mundo. Paulo agora velho, morreu e foi morar com seu Salvador no céu (puxar fita amarela).
 Três vidas. Qual foi a melhor? Qual iríamos preferir para nossos filhos? Claro que ninguém ia querer que seu filho andasse onde o Sr. Jorge andou.
Vamos escolher então entre as outras duas vidas. (levante as duas fitas)  Qual a melhor das duas? Tanto João como Paulo foram para o céu, não é verdade? Mas a vida de Paulo foi a que mais valeu. Ele recebeu a Cristo ainda menino e teve muito mais tempo para servir ao Senhor.(mostre os pedaços de fita preta, elas tem tamanhos diferentes).
 O apóstolo Paulo escreveu para Timóteo “... desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus.” (II Timóteo 3:15)  Comente sobre a vida e serviço de Timóteo.

* Quem alcança uma criança para Cristo, ganha uma alma para o céu, e também uma vida para o serviço de Deus. Será

Áquila e Priscila; exemplo de família dedicada ao serviço cristão


(Atos 18.1-3) “Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles. E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas.

 A primeira referência que se tem sobre o casal Áquila e Priscila se encontra nesta passagem. Aqui Paulo se une a eles, e além de trabalharem juntos, anunciavam também juntos a Palavra de Deus. Mais adiante, Paulo sai em uma viagem missionária, e Áquila e Priscila vão com ele, passando pela Síria, Cencréia e chegando a Éfeso. Lá, Paulo deixa o casal e segue viagem. O casal encontra Apolo e o doutrina nas verdades do Evangelho de Cristo, já que este só conhecia o batismo de João. Em outras referências, Áquila e Priscila têm uma Igreja em sua casa. E em três cartas escritas pelo apóstolo Paulo, tem-se a citação do casal. O que nos chama a atenção sobre Áquila e Priscila, não é o desempenho na obra de Deus, não é a ligação que eles mantinham, com Paulo, mas sim, a união do casal. Em todas as referências bíblicas você encontra Áquila e Priscila, ou Priscila e Áquila. Você não encontra os dois separados. E é assim que tem que ser casal.O relacionamento conjugal ou sentimental, deve ser marcado com a presença do casal. Onde um estiver o outro também deve estar. E quando isso não acontecer, as pessoas têm que sentir falta do outro. Isso gera solidez, respeito e comunhão.

Este negócio de que o marido tem as suas coisas, e a esposa as dela. Não dá certo. É certo que as responsabilidades são diferentes, mas quando um não está conseguindo cumprir a sua parte, o outro tem que ajudar. Tem que ter tudo em comum. Eles são uma só carne, uma só pessoa. Aqueles que estão se preparando para casar, já devem alimentar esta forma de agir. Áquila e Priscila viviam assim, com certeza a Igreja que se reunia em sua casa tinha que antes haver a permissão mútua do casal.

Ao homem cabe o governo do lar. Não só no plano material, mas também o educacional, disciplinar e principalmente o espiritual. A Palavra de Deus é tão severa neste ponto, que se o homem não cuida bem de sua casa, não pode cuidar das coisas de Deus: “Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?” (1ª Timóteo 3.5). Só que, diferente como muitos pensam, o governo não é estabelecido pelo autoritarismo ou machismo, mas sim pelo bom exemplo. O homem no lar e no relacionamento sentimental e conjugal deve ser o exemplo. Suas atitudes devem ser seguidas, e para tanto é necessário sabedoria vinda do alto (de Deus) para ser este bom exemplo.

Á mulher está a responsabilidade de apoio, auxílio, companheirismo. Ela é a coluna que sustenta, que apóia a casa e o bem-estar da mesma. Se ela for falha neste ponto de tornará um peso na vida do marido. Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” (Provérbios 21.19). E este apoio é pela disposição, pela coragem e pela entrega que ela faz em favor da família e do lar.

O governo é pelo bom exemplo. O apoio é pela dedicação. Se houver estes cuidados unidos ao fato de andarem sempre juntos e terem tudo em comum, o casamento e o relacionamento serão uma grande bênção. Que todos aqueles que são casados, ou que estão se preparando para se casarem , possam tomar como exemplo a unidade de Áquila e Priscila. E que possam ter como base desta nova fase em suas vidas, a Palavra de Deus.

Um dos princípios ensinados por Deus, é a sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Nela encontramos ensinos para todas as áreas que correspondem à nossa vida. Mas conhecer a Palavra não é suficiente, é preciso praticá-la em nossa vida. E essa prática da Palavra de Deus em nossa vida começa quando aceitamos a Jesus Cristo como suficiente Senhor e Salvador.

Todos nós um dia compareceremos diante do tribunal de Deus para a grande prestação de contas dos nossos pensamentos, palavras e atitudes. O Senhor Todo-Poderoso desejará saber como cuidamos da sua maior preciosidade aqui na terra, a família, que é a menina dos seus olhos. Temos tempo e excelentes oportunidades para cuidar muito bem dos nossos entes queridos, devendo fazer tudo com amor, renúncia e misericórdia e conforme as nossas forças. Vivamos em família para a glória e o louvor do nosso bendito e eterno Deus, que diariamente nos fortalece, por meio de Jesus Cristo, Senhor da família.